domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fisioterapia Uro-ginecológica nas disfunções sexuais






A disfunção sexual é um problema que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Pode ser de origem orgânica ou psicológica, mas, independente disso, na maioria das vezes tem cura. Existem diversos tipos de tratamento, entre eles a fisioterapia uro-ginecológica, que trata homens e mulheres com vários tipos de disfunção sexual.
 
Os principais problemas de disfunção sexual feminina que podem ser tratados com a fisioterapia são a dispaneuria, ou seja, dores no momento da relação sexual, a anorgasmia (falta de orgasmo), o vaginismo, que é a dificuldade de relaxamento da musculatura vaginal no momento da relação e quando há a diminuição da lubrificação vaginal e mesmo da libido. O tratamento para as mulheres é realizado dependendo da causa do problema que se apresenta. Pode ser em nível vaginal (flacidez ou espasmo da musculatura da vagina) ou do clitóris (atrofia ou diminuição circulatória).
 
Já com os homens os principais problemas que são tratados com a técnica são a ejaculação precoce ou falta de controle ejaculatório e as dificuldades em manter a ereção. Para os homens, os mais indicados são os exercícios perineais. Eles são realizados com ou sem o auxilio de aparelhos de fisioterapia, destinados ao tratamento urogenital. São exercícios com nível de dificuldade graduados dependendo de força muscular que o paciente apresenta e o nível que ele possa atingir.
 
 
Além de tratar as disfunções sexuais, a fisioterapia uro-ginecológica tem um importante papel nos casos de incontinência anal (perda de fezes e/ou gases), incontinência urinária de urge-incontinência, que é a perda urinária diante de uma urgência miccional e incontinência urinária de esforço, que é a perda de urina em esforços, como carregar peso, tossir ou espirrar, tanto em homens quanto em mulheres. Nos homens a incontinência pode acontecer após cirurgias de próstata, de hérnia discal ou cirurgias pélvicas – esses casos podem ainda ser minimizados se o tratamento com fisioterapia for iniciado no pré-operatório. Na mulher a causa mais freqüente é a flacidez da musculatura pélvica que além da incontinência urinária, pode levar a mulher a apresentar queda de órgãos internos (bexiga e útero), que em casos leves a moderados podem ser tratados com a fisioterapia e em casos mais graves a fisioterapia deve ser feita no pré e pós-operatório.

Elaine Spinassé Camillato
Especialista em Uro-ginecologia e obstetrícia
Mestre em Ciências da Saúde
(31) 8801 6434

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fisioterapia Obstétrica reduz risco de Depressão Pós-parto




Fisioterapia Obstétrica reduz risco de Depressão Pós-parto

A fisioterapia obstétrica é importante em todas as fases da gestação (pré-parto, parto e pós-parto). No pré-parto os exercícios específicos preparam a gestante utilizando-se de fortalecimento para a musculatura do assoalho pélvico, membros superiores e inferiores através de exercícios de fortalecimento muscular e aeróbicos; alongamentos; exercícios de correção postural, favorecendo o equilíbrio corporal; técnicas de respiração para parto; drenagem linfática, prevenindo e ou evitando transtornos circulatórios, dores e desconfortos da gravidez.

Durante o trabalho de parto o fisioterapeuta atua com medidas analgésicas como TENS, relaxamento, respiração diafragmática e posturas confortáveis para a mãe e o bebê, que favorecem a aceleração do parto e diminuem o uso da quantidade de anestésicos.

Todas as mulheres, logo após o parto, deveriam ser acompanhadas pelo fisioterapeuta, objetivando uma melhor recuperação, independente do tipo de parto realizado. Uma mulher que realiza o parto por cirurgia cesariana terá os mesmos desconfortos associados com qualquer cirurgia abdominal. Embora não haja episiotomia, as mesmas alterações ocorrem no útero, assoalho pélvico e trato urinário e gastrintestinal. O trabalho do fisioterapeuta no puerpério consiste na prevenção e tratamento de alterações nos sistemas músculo-esquelético, respiratório e circulatório. Prevenir complicações pulmonares, aumentar a ventilação nos pulmões após a anestesia, aumentar a força e restaurar o tônus muscular, avaliar existência de diástase do reto abdominal, restaurar força do assoalho pélvico, desenvolver força nos membros superiores paras os cuidados com o bebê, prevenir lesões, prevenir aderências, aumentar a capacidade de lidar com as alterações físicas, melhorar o sentimento de bem-estar e reduzir algias, o que auxilia na prevenção da depressão.

 

A depressão pós-parto prejudica tanto a mãe quanto o bebê.  Os fatores que podem causar a depressão são dificuldades para amamentar e cuidar do bebê. De acordo com um estudo divulgado na revista Physical Therapy, um programa de exercícios fisioterápicos e educação sobre saúde podem reduzir as chances de desenvolver o problema. Para chegar a essa conclusão, Maria P. Galea e seus colaboradores, da Universidade de Melbourne, na Austrália, selecionaram 161 mulheres que realizarem o parto no Hospital Angliss.  As participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos. O primeiro era composto por 62 delas, que se comprometeram a fazer com seus bebês, uma vez por semana durante dois meses, exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta. O segundo, com 73 voluntárias, recebeu apenas o material escrito de educação. O último, com 26, não teve qualquer intervenção.

Todas as mulheres foram avaliadas no início do projeto, após oito semanas e, então, quatro meses mais tarde, e tiveram que responder questionários sobre bem-estar, depressão e quantidade de exercícios físicos.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que houve melhoras significativas no bem-estar e nos sintomas depressivos até o fim das análises no primeiro grupo em comparação com os outros. O número de pacientes identificadas com chance de ter depressão pós-parto foi reduzido em 50%. Já nas que não receberam o acompanhamento fisioterapêutico, os índices não se alteraram. Isso acontece porque quando mãe e bebê praticam atividades físicas juntos compartilham sentimentos e ativam a área do cérebro responsável pelo afeto e produzem mais serotonina, causando mais prazer na convivência entre eles.

 

Elaine Spinassé Camillato

Fisioterapeuta – Especialista em Obstetrícia

Mestre em Ciências da Saúde

 

Incontinência urinária de esforço: fisioterapia versus tratamento cirúrgico

Vejam o nosso artigo ( Elaine Spinassé Camillato, Alexandre Barra e Agnaldo Lopes) publicado na revista Femina!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um abençoado 2013!!!


Que os sonhos, hoje apenas sonhos, num breve futuro se transformem em realidade.
Que o Manto Sagrado os cubra e os proteja, com saúde e felicidade.


Feliz Natal e Próspero Ano Novo, a você e toda sua família!!!

Elaine Spinassé Camillato
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fisioterapia na saúde da mulher e do homem: Dor na coluna durante a gravidez

Fisioterapia na saúde da mulher e do homem: Dor na coluna durante a gravidez: Dor na coluna durante a gravidez   A presença de dor nas costas é um dos problemas mais comuns durante a gravidez. Estima-se que 50...

Dor na coluna durante a gravidez


Dor na coluna durante a gravidez

 

A presença de dor nas costas é um dos problemas mais comuns durante a gravidez. Estima-se que 50 a 80% das mulheres grávidas, apresentam algum tipo de dor lombar. Essas dores aumentam principalmente se a mulher apresentava esta queixa antes de engravidar. Além disso, esse sintoma pode perdurar no período pós-parto e continuar interferindo em sua rotina diária e, conseqüentemente, em sua qualidade de vida. 

Existem dois tipos mais comuns de dor nas costas durante a gravidez:

1. DOR LOMBAR

Localizada na região inferior da coluna, pode ou não, sentir a dor irradiando para a perna.
Piora com fato de permanecer muito tempo sentada ou em pé.


2. DOR PÉLVICA POSTERIOR (SACRO-ILÍACA)

Quatro vezes mais freqüente do que a dor lombar,
a dor estende-se para os glúteos e região posterior da coxa, não ultrapassando o joelho. Pode ser bilateral e estar associada com dor na sínfise púbica.  A dor não desaparece rapidamente com o repouso e geralmente persiste por um certo tempo após o nascimento da criança.
20% das mulheres apresentam tanto a dor lombar como a dor da sacro-ilíaca.

FATORES DE RISCO PARA A DOR NA COLUNA NA GESTAÇÃO

·         Mulheres que já apresentavam dores nas costas antes de engravidar

·         Virar-se na cama

·         Subir escadas

·         Ficar muito tempo sentada, principalmente com o corpo inclinado para a frente (no computador)

·         Levantar–se de uma cadeira baixa

·         Sair do automóvel

·         Carregar peso

·         Girar o tronco

·         Usar sapato de salto alto (aumenta a lordose lombar)

·         Dirigir

·         Aumento de peso > 10 kg durante a gravidez

DOR NA COLUNA APÓS O NASCIMENTO DA CRIANÇA

Após o nascimento da criança, o corpo da mulher vai sofrer uma nova transformação, e, muitas vezes, neste processo, muitas mulheres apresentam dores na coluna. Isto também é desencadeado pela sua atividade com o bebê, que a coloca em posturas muitas vezes inadequadas durante o processo de amamentação e do banho.

TRATAMENTO

No passado as mulheres tinham que aceitar a presença da dor nas costas, simplesmente, como parte do processo da gestação. Hoje em dia sabemos que existem causas específicas com tratamentos mais específicos. O objetivo é manter uma boa função durante a gestação com o mínimo de desconforto.

Se sentir dor nas costas, e/ou outros desconfortos procure um tratamento fisioterápico especializado.

PREVINE-SE E CUIDE-SE PARA UMA MATERNIDADE MAIS FELIZ

E SEM DORES!

Elaine Spinassé Camillato

Especialista em Uroginecologia e Obstetrícia

Mestre em Ciências da Saúde


Atendimento domiciliar, particular e convênios

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Fisioterapia na Ejaculação Precoce


A Fisioterapia na Ejaculação Precoce
 


A ejaculação acontece no Sistema Nervoso Central Autônomo, ou seja, naquele responsável por funções automáticas como a respiração, os batimentos cardíacos, os movimentos dos intestinos entre outros. Assim, a ejaculação acontece automaticamente, a partir de estímulos táteis, principalmente na glande do pênis. No entanto, assim como podemos controlar a respiração, há como controlar a ejaculação. Para isso, é necessário fazer muito exercício, tanto físico quanto mental.

Há ejaculadores precoces que sofrem desse mal porque centralizam o prazer apenas no seu órgão genital. Outros, sofrem de problemas psicológicos como estresse, cansaço mental, traumas, culpa e medo. Para tanto, é preciso ter um acompanhamento psicológico também.

Todos os homens são capazes de controlar o momento da ejaculação, mas é preciso ter muita força de vontade. A fisioterapia tem técnicas que fazem com que o homem consiga esse controle. O melhor desse tratamento é que ele não requer o uso de medicamentos, por isso, não há contra-indicações.

Com a fisioterapia, o paciente vai conhecer a sua anatomia através de uma didática lógica, reabilitando o assoalho pélvico. Também será importante aprender como funciona a região pélvica e a sua ligação com o resto do organismo através da fisiologia para que a causa do problema seja tratada, além de fazer o corpo trabalhar para a sua própria cura.

Há vários modos de ser tratado com a fisioterapia, mas o mais usual é o local, que utiliza aparelhos apropriados para a região genital. Cada homem tem um número certo de sessões, pois ele depende muito da idade e da causa da disfunção. Geralmente, 15 sessões são suficientes. Elas são feitas uma vez por semana e têm, em média, 40 minutos de duração. A fisioterapia  sempre tem resultados positivos, pois o homem ganha auto-conhecimento e auto-confiança com esse tratamento, podendo seguir a sua vida tranquilamente sem voltar a sofrer do mal, a não ser que ele passe por alguma cirurgia na próstata, no abdômen ou no quadril.