quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Você já ouviu falar de Fisioterapia Uroginecológica?


Por Mônica Lopes - Publicado 12/08/2014 - Atualizado 12/08/2014

Períneo é um conjunto de músculos localizados no assoalho da pelve

Pois é... a fisioterapia possui várias áreas de atuação e uma delas trabalha com músculos muitas vezes esquecidos, mas de muita importância para nossa saúde: o períneo.

O períneo é um conjunto de músculos localizados no assoalho da pelve e que possuem as funções de sustentação das vísceras, de controle da micção e da evacuação. Além de serem importantes para uma vida sexual saudável.

A reeducação perineal teve seu marco em 1948, quando o Dr Arnold Kegel percebeu que muitas de suas pacientes que sofriam com a incontinência urinária eram beneficiadas com as contrações perineais; porém só em 1980 que a reeducação perineal foi introduzida na França por Alain Boucier.

No Brasil essa reeducação é denominada fisioterapia uroginecológica ou pélvica e é indicada tanto para mulheres quanto para homens. As indicações no caso feminino são as incontinências urinárias, principalmente às relacionadas aos esforços (como tosse, espirro, riso, exercícios, entre outros) e as urge-incontinências (quando o desejo de urinar é imperioso e o indivíduo chega a correr até o banheiro podendo haver perda urinária no meio do caminho).

Outras indicações para fisioterapia uroginecológica na mulher são as disfunções sexuais tais como o vaginismo , vulvodínia e a flacidez da musculatura perineal, que pode ser exacerbada na menopausa, diminuindo a qualidade da relação sexual.

Nos homens, a reeducação perineal é indicada em casos de incontinência urinária pós-prostatectomia (retirada da próstata).

E como diz o ditado: “é melhor prevenir do que remediar”. Então, o melhor a fazer é exercitá-los! Mas como reconhecer esses músculos?Esse reconhecimento é feito com a interrupção do jato urinário durante a micção. Contudo ATENÇÃO, isto é só um teste de reconhecimento da região e não deve ser praticado com regularidade. Os exercícios devem ser realizados diariamente e a quantidade ideal é individualizada, por isso a importância de uma avaliação com o fisioterapeuta especializado.




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fisioterapia pré-parto! Qual a importância?

Fonte: perineo.net

A fisioterapia no pré parto tem o objectivo de ajudar grávida na adaptação das alterações biomecânicas para que ela possa desfrutar esta etapa tão especial com o máximo de conforto e segurança. Técnicas de massagens e alongamentos são utilizadas para  as dores nas costas, pescoço, pernas e ciática.

períneo da grávida é preparado para suportar a sobrecarga de peso prevenindo assim a incontinência urinária, fecal e osprolapsos. As grávidas com muito edema podem se beneficiar com exercícios metabólicos e drenagem linfática.

As mulheres que desejam o parto natural devem ter maior atenção a estas indicações e precisam trabalhar muito o relaxamento e alongamento perineal. Os músculos do períneosão a última barreira que o bebê encontra durante o nascimento e, ao contrário do colo do útero, eles não passam pelo processo de dilatação, eles são estirados durante a passagem do bebe.

Técnicas de respiração, relaxamento e expulsão são ensinadas para que o trabalho de parto decorra de uma maneira tranquila e agradável, o pai também pode participar de algumas sessões para se preparar para ajudar durante o trabalho de parto.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Disfunções do Trato Urinário e Coloproctológicas na Infância

As Disfunções do Trato Urinário Inferior (DTUI) é uma condição clínica comum em pediatria, com prevalência de 2 a 7%, sendo mais comum em meninas. Em torno de 50% dos pacientes com DTUI também apresentam constipação.

O protocolo de tratamento deve ser bastante abrangente já que existe uma estreita correlação entre trato urinário inferior, superior e trato gastrointestinal. As opções de fármacos nas DTUI são limitadas, sendo assim o tratamento fisioterapêutico tem passado a ser a escolha de primeira linha nos últimos anos, com ótimos resultados.
As DTUI’s são motivo de grande estresse familiar, pois além das dificuldades de continência urinária diurna e/ou noturna, da recorrência de infecção urinária (ITU), podem também ser a causa de Refluxo vesico-ureteral (RVU) e danos renais permanentes. 
A Fisioterapia Pélvica Infantil cumpre os objetivos sociais, melhorando a qualidade de vida, previne agressões ao aparelho urinário superior, restabelece um padrão miccional e intestinal o mais próximo possível do normal, além de resgatar a autoestima das crianças que muitas vezes convivem durante anos com situações socialmente inaceitáveis.


http://www.inspirar.com.br/cursos/extensao/disfuncoes-do-trato-urinario-e-coloproctologicas-na-infancia#topo

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mulheres após cirurgias pélvicas tem indicações para fisioterapia Uro-ginecológicas!



O Câncer do colo do útero é o segundo tumor mais comum em mulheres em todo o mundo e devido aos avanços diagnósticos e terapêuticos, as taxas de sobrevida global em 5 anos aproxima-se de 70%. Distúrbios na micção, defecação, sexualidade e qualidade de vida têm sido descritos, freqüentemente causada por diferentes tratamentos. Abordar estas comorbidades no acompanhamento médico é muitas vezes limitada ou inexistente.

Durante a histerectomia radical, ruptura das fibras nervosas autonômicas que inervam a bexiga parece ser a principal causa de disfunção miccional. Até 36% das mulheres relatam disfunção miccional; de 10 a 80%, incontinência urinária de esforço (IUE), devido à diminuição da pressão de fechamento uretral. Após a histerectomia radical e / ou radioterapia, encurtamento vaginal e estenose é freqüentemente observado. A função sexual é alterada nessas mulheres que freqüentemente relatam disfunção sexual devido à falta de lubrificação e dor.

CONCLUSÕES:

A disfunção miccional e incontinência urinária são os problemas urinários mais freqüentes que ocorrem em pacientes tratados para o câncer cervical. Avaliação uroginecológica sistêmica dos sintomas sugestivos de disfunções miccionais pode ser útil para detectar os casos que podem ser avaliados e tratados em uma Unidade de Uroginecologia.


1. Actas Urol Esp. 2013 Jan; 37 (1): 40-6. doi: 10.1016 
[Impacto do tratamento do câncer do colo do útero na micção e na função sexual].

[Artigo em espanhol]
Ros C1, Espuña M.
Informações sobre o autor:
1Unidad de Uroginecología, Institut Clínic de Ginecologia, Obstetrícia i Neonatologia (ICGON), Hospital Clínic i Provincial de Barcelona, ​​Barcelona, ​​España.