segunda-feira, 18 de março de 2013

Importante: Atividades esportivas podem causar disfunções do assoalho pélvico!


A prática de exercícios físicos é comum entre as mulheres devido a sua importância na prevenção de doenças, manutenção da saúde e bem estar. Porém alguns tipos de atividade, como aquelas de alto impacto, podem estar associados a disfunções do assoalho pélvico.
Em estudos nacionais e internacionais, observou-se uma alta prevalência de disfunções do assoalho pélvico em atletas jovens e nulíparas (mulheres que nunca tiveram filhos). A disfunção mais comum é a incontinência urinária e anal, mas também podem ocorrer prolapsos dos órgãos pélvicos, dor e disfunção sexual.
As atividades que parecem ter um maior efeito negativo sobre o assoalho pélvico são vôlei, basquete, ginástica, trampolim e atletismo. A fisioterapeuta Maria Beatriz Alvarenga de Almeida e seus colaboradores verificaram, em um estudo publicado em 2011, que o principal mecanismo relacionado às disfunções do assoalho pélvico seria o aumento repetitivo da pressão intra-abdominal, que causa sobrecarga sobre as estruturas que compõem o assoalho pélvico, podendo levar a deficiências funcionais desta musculatura, tais como fadiga e incoordenação muscular.
A incontinência urinária e anal causa impacto negativo na qualidade de vida das atletas, podendo atrapalhar sua concentração, induzir a redução da hidratação e até fazer com que a mulher deixe de praticar a modalidade esportiva.
A principal forma de prevenção e tratamento para estas disfunções é a Fisioterapia, com enfoque no treinamento dos músculos do assoalho pélvico. É fundamental que as mulheres jovens, praticantes de atividade de alto impacto, sejam informadas quanto às possíveis consequências da atividade física intensa sobre a função do assoalho pélvico e as possibilidades de prevenção e tratamento.

Renata de Oliveira Cangussu
Fisioterapia em Uroginecologia e Obstetrícia
Mestre em Ciências da Saúde
(31) 9537-6607

domingo, 10 de março de 2013

Fisioterapia pélvica!

FISIOTERAPIA PÉLVICA:
 
Importante para gestantes, crianças com disfunções miccionais, mulheres na menopausa, enfim, essa fisioterapia engloba a uroginecologia, urologia, coloproctologia, algias pélvicas e sexualidade é também considerada uma das profissões na fisioterapia que possui o maior número de evidências científicas que lhe dão reconhecimento nacional e internacional, tornando-se uma das primeiras opções de tratamento para as disfunções pélvicas.  Possuímos uma clientela enorme, pois um terço das mulheres no mundo todo precisam de tratamento conservador relativo as disfunções pélvicas.
 
ELAINE SPINASSÉ CAMILLATOFisioterapeuta
Especialista em Uroginecologia e Obstetrícia ou
Fisioterapia pélvica
Mestre em Ciências da Saúde
http://fisioterapiapelvica.blogspot.com.br/
(31) 8801 6434

Fisioterapia na saúde da mulher e do homem: Incontinência urinária afeta sexualidade de 53% da...

Fisioterapia na saúde da mulher e do homem: Incontinência urinária afeta sexualidade de 53% da...: Incontinência urinária afeta sexualidade de 53% das mulheres   O distúrbio sexual é duas vezes maior nas mulheres com perda involuntá...

Incontinência urinária afeta sexualidade de 53% das mulheres

Incontinência urinária afeta sexualidade de 53% das mulheres
 
O distúrbio sexual é duas vezes maior nas mulheres com perda involuntária de urina, de acordo com pesquisa da Unifesp
A perda involuntária de urina afeta de forma devastadora a qualidade de vida das pessoas. As mulheres, entretanto, são as mais prejudicadas, inclusive sexualmente, uma vez que esse problema é bem mais frequente no sexo feminino.

Uma pesquisa realizada no Ambulatório de Disfunção Miccional do Hospital São Paulo/Hospital Universitário da Unifesp aponta que, entre as 163 mulheres sexualmente ativas avaliadas, com média de idade de 50 anos, 53% das que sofrem de incontinência urinária apresentam disfunção sexual. Esse índice foi duas vezes menor (23%) no grupo que não apresenta perda de urina (grupo controle).

De acordo com Fernando Almeida, urologista e orientador da pesquisa – apresentada como tese de mestrado na Unifesp pela fisioterapeuta Mariana Rhein –, foram avaliados vários pontos relativos à sexualidade, entre eles, o desejo e a satisfação sexual, o conforto e a sintonia com o parceiro. “Em todos os parâmetros estudados em ambos os grupos, os resultados foram piores nas mulheres com incontinência”, afirma. “Principalmente porque, em 44% delas, há perda de urina durante a relação sexual, o que atrapalha não apenas o desejo como também orgasmo”.

Muitas podem ser as causas da perda involuntária de urina. Entre elas estão fatores genéticos, obesidade, gravidez, pós-parto, cirurgias e traumas na região pélvica e problemas de bexiga hiperativa. "Mas, a mais comum ainda é a decorrente de esforço ou estresse”, afirma o urologista.

Tratamento é simples e eficaz

O medo e a vergonha de expor o problema ao especialista adia o tratamento, que é simples e eficaz em 90% dos casos, por até 10 anos.

Fernando Almeida explica que o tratamento consiste, principalmente, no fortalecimento dos músculos da região pélvica com fisioterapia ou com uma cirurgia de baixo risco ao paciente.

Fonte: site da Unifesp dgi.unifesp.br/comunicacao/noticias.php?cod=8875

terça-feira, 5 de março de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fisioterapia Uro-ginecológica nas disfunções sexuais






A disfunção sexual é um problema que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Pode ser de origem orgânica ou psicológica, mas, independente disso, na maioria das vezes tem cura. Existem diversos tipos de tratamento, entre eles a fisioterapia uro-ginecológica, que trata homens e mulheres com vários tipos de disfunção sexual.
 
Os principais problemas de disfunção sexual feminina que podem ser tratados com a fisioterapia são a dispaneuria, ou seja, dores no momento da relação sexual, a anorgasmia (falta de orgasmo), o vaginismo, que é a dificuldade de relaxamento da musculatura vaginal no momento da relação e quando há a diminuição da lubrificação vaginal e mesmo da libido. O tratamento para as mulheres é realizado dependendo da causa do problema que se apresenta. Pode ser em nível vaginal (flacidez ou espasmo da musculatura da vagina) ou do clitóris (atrofia ou diminuição circulatória).
 
Já com os homens os principais problemas que são tratados com a técnica são a ejaculação precoce ou falta de controle ejaculatório e as dificuldades em manter a ereção. Para os homens, os mais indicados são os exercícios perineais. Eles são realizados com ou sem o auxilio de aparelhos de fisioterapia, destinados ao tratamento urogenital. São exercícios com nível de dificuldade graduados dependendo de força muscular que o paciente apresenta e o nível que ele possa atingir.
 
 
Além de tratar as disfunções sexuais, a fisioterapia uro-ginecológica tem um importante papel nos casos de incontinência anal (perda de fezes e/ou gases), incontinência urinária de urge-incontinência, que é a perda urinária diante de uma urgência miccional e incontinência urinária de esforço, que é a perda de urina em esforços, como carregar peso, tossir ou espirrar, tanto em homens quanto em mulheres. Nos homens a incontinência pode acontecer após cirurgias de próstata, de hérnia discal ou cirurgias pélvicas – esses casos podem ainda ser minimizados se o tratamento com fisioterapia for iniciado no pré-operatório. Na mulher a causa mais freqüente é a flacidez da musculatura pélvica que além da incontinência urinária, pode levar a mulher a apresentar queda de órgãos internos (bexiga e útero), que em casos leves a moderados podem ser tratados com a fisioterapia e em casos mais graves a fisioterapia deve ser feita no pré e pós-operatório.

Elaine Spinassé Camillato
Especialista em Uro-ginecologia e obstetrícia
Mestre em Ciências da Saúde
(31) 8801 6434

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fisioterapia Obstétrica reduz risco de Depressão Pós-parto




Fisioterapia Obstétrica reduz risco de Depressão Pós-parto

A fisioterapia obstétrica é importante em todas as fases da gestação (pré-parto, parto e pós-parto). No pré-parto os exercícios específicos preparam a gestante utilizando-se de fortalecimento para a musculatura do assoalho pélvico, membros superiores e inferiores através de exercícios de fortalecimento muscular e aeróbicos; alongamentos; exercícios de correção postural, favorecendo o equilíbrio corporal; técnicas de respiração para parto; drenagem linfática, prevenindo e ou evitando transtornos circulatórios, dores e desconfortos da gravidez.

Durante o trabalho de parto o fisioterapeuta atua com medidas analgésicas como TENS, relaxamento, respiração diafragmática e posturas confortáveis para a mãe e o bebê, que favorecem a aceleração do parto e diminuem o uso da quantidade de anestésicos.

Todas as mulheres, logo após o parto, deveriam ser acompanhadas pelo fisioterapeuta, objetivando uma melhor recuperação, independente do tipo de parto realizado. Uma mulher que realiza o parto por cirurgia cesariana terá os mesmos desconfortos associados com qualquer cirurgia abdominal. Embora não haja episiotomia, as mesmas alterações ocorrem no útero, assoalho pélvico e trato urinário e gastrintestinal. O trabalho do fisioterapeuta no puerpério consiste na prevenção e tratamento de alterações nos sistemas músculo-esquelético, respiratório e circulatório. Prevenir complicações pulmonares, aumentar a ventilação nos pulmões após a anestesia, aumentar a força e restaurar o tônus muscular, avaliar existência de diástase do reto abdominal, restaurar força do assoalho pélvico, desenvolver força nos membros superiores paras os cuidados com o bebê, prevenir lesões, prevenir aderências, aumentar a capacidade de lidar com as alterações físicas, melhorar o sentimento de bem-estar e reduzir algias, o que auxilia na prevenção da depressão.

 

A depressão pós-parto prejudica tanto a mãe quanto o bebê.  Os fatores que podem causar a depressão são dificuldades para amamentar e cuidar do bebê. De acordo com um estudo divulgado na revista Physical Therapy, um programa de exercícios fisioterápicos e educação sobre saúde podem reduzir as chances de desenvolver o problema. Para chegar a essa conclusão, Maria P. Galea e seus colaboradores, da Universidade de Melbourne, na Austrália, selecionaram 161 mulheres que realizarem o parto no Hospital Angliss.  As participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos. O primeiro era composto por 62 delas, que se comprometeram a fazer com seus bebês, uma vez por semana durante dois meses, exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta. O segundo, com 73 voluntárias, recebeu apenas o material escrito de educação. O último, com 26, não teve qualquer intervenção.

Todas as mulheres foram avaliadas no início do projeto, após oito semanas e, então, quatro meses mais tarde, e tiveram que responder questionários sobre bem-estar, depressão e quantidade de exercícios físicos.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que houve melhoras significativas no bem-estar e nos sintomas depressivos até o fim das análises no primeiro grupo em comparação com os outros. O número de pacientes identificadas com chance de ter depressão pós-parto foi reduzido em 50%. Já nas que não receberam o acompanhamento fisioterapêutico, os índices não se alteraram. Isso acontece porque quando mãe e bebê praticam atividades físicas juntos compartilham sentimentos e ativam a área do cérebro responsável pelo afeto e produzem mais serotonina, causando mais prazer na convivência entre eles.

 

Elaine Spinassé Camillato

Fisioterapeuta – Especialista em Obstetrícia

Mestre em Ciências da Saúde